O que o transtorno alimentar tem com relação a diabetes?

Uma questão que assombra bastante as pessoas diabéticas e a relação que a doença tem com o transtorno alimentar. Uma das explicações possíveis seria a atenção redobrada que os diabéticos geralmente costumam dar à sua alimentação, além das alterações no peso, ocasionadas pela terapia com insulina.

Pacientes que sofrem de diabetes tipo 2 com algum sintoma depressivo ou de ansiedade podem vir a passar por episódios conhecido “síndrome da fome noturna”. Esta síndrome tem como característica a ausência de apetite durante a manhã, insônia e excesso de apetite à noite, mesmo após jantar ou se alimentar de um lanchinho mais leve.

A síndrome da fome noturna está ligada a períodos de estresse, atingindo aproximadamente 1,5% da população, sendo 20% delas, obesos.

Apesar das causas não serem totalmente claras, a suposição mais provável é da existência de um desequilíbrio dos hormônios, como por exemplo, a melatonina, que é liberada enquanto dormimos; e a serotonina, que possui ação no controle do que ocorre com nosso organismo entre o dia e a noite. Vale ressaltar também que ainda existe a influência de elementos genéticos.

A síndrome da fome noturna está ligada também ao consumo de alimentos muito calóricos, com baixos índices de fibras e ricos em gorduras. O chocolate é um dos alimentos que se encaixam neste perfil, e o que acontece com o consumo excessivo deste tipo de comida? Além do aumento de peso, também há mudanças no colesterol e nos níveis de açúcar do Sangue. Em outras palavras, isso é totalmente prejudicial à saúde de uma pessoa que sofre de diabetes.

Há como tratar a síndrome da fome noturna?

É possível sim tratar a síndrome, através de psicoterapia, com medicamentos e até mesmo por meio de mudanças nos estilos de vida. É importante para a saúde e bem-estar das pessoas que sofrem deste mal fazer o tratamento, especialmente no caso das pessoas que têm diabetes. Alguns meios de reverter a condição da síndrome são:

– Tomar o café da manhã de forma regular;

– Comer ao longo do dia, optando por alimentos integrais e pequenas porções;

– Mastigar direito os alimentos e comer lentamente, sem pressa;

– Ter horários certos para comer;

– Evitar o consumo de cafeína e atividades físicas pouco antes de deitar;

– Ter sono regular;

– Evitar ter em casa alimentos calóricos e ricos em gordura.

 

Este transtorno alimentar pode trazer sérias consequências aos diabéticos, prejudicando seu controle glicêmico, levando à internação. Também há outras áreas a serem afetadas, como o peso, aumento de estresse e ansiedade.

Vale ressaltar que as complicações geradas pelo diabetes são sérias, podendo comprometer a sua saúde e vida. Por isso, é sempre bom fazer o uso correto dos medicamentos e ter uma rotina saudável, de modo a gerenciar a doença. Afinal, que controla a sua vida é o paciente, e não a diabetes.

2 respostas para “O que o transtorno alimentar tem com relação a diabetes?”

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