O que um diabético deve fazer antes de praticar exercício?

Eis um fato interessante: Não são poucos o número de atletas profissionais que sofrem de diabetes, seja ela do tipo I ou II. E eles estão presentes em diversas modalidades esportivas, como futebol, natação e atletismo. No entanto, a pessoa que sofre desta doença sabe que não é bem simples a sua condição.

Quando se fala em diabetes e prática de exercícios, uma série de cuidados devem ser tomados, e isso antes de dar início à atividade e até mesmo durante ela.

Neste artigo, nós trazemos as principais medidas que um diabético deve ter antes de praticar qualquer exercício físico. Confira.

Cuidados essenciais

Antes de tudo, a primeira coisa que deve ser levada em consideração e feita antes de qualquer atividade física, é realizar a medição da insulina.

Se ela estiver em um número inferir a 100 mg/dl, o paciente deverá ingerir carboidratos imediatamente. Se o valor estiver entre 100 mg/dl a 250 mg/dl, não será necessário. Já em casos onde o diabético apresentar uma quantidade maior que 250 mg/dl, ele deverá dosar os corpos  cetônicos na urina. Se houver a impossibilidade de concretizar a cetonúria, o indivíduo não poderá dar início às atividades físicas com os níveis de glicemia acima de 300 mg/dl.

Qual a intensidade dos exercícios para quem tem diabetes?

Muitos diabéticos desavisados acreditam que, por conta da doença devem fazer exercícios leves, como caminhadas vagarosas.

A grande verdade é que, assim como qualquer outra pessoa, uma pessoa que sofre da doença pode evoluir em seu treino. Afinal, como bem mencionamos no início deste artigo, existem muitos atletas diabéticos que são jogadores de futebol.

Todavia, exercícios como corrida, natação, pedalada e futebol; possuem a tendência de reduzir a glicose na corrente sanguínea de modo mais rápido, devido ao fato de demandarem mais energia.

Já os exercícios físicos de resistência, como a musculação, por exemplo, são fundamentais para o diabético. Isso porque este tipo de atividade mantém a glicemia baixa por um tempo maior.

Dicas para ter um treinamento seguro

Existem certas recomendações para pessoas diabéticas, para todas as fases que envolvem a prática de exercícios. Ou seja, antes de dar início a qualquer tipo de atividade, deverão ser tomadas as seguintes medidas:

– Consulte um endocrinologista;

– Pacientes que sofrem de arritmia e outras complicações cardíacas só devem fazer exercícios após a liberação de um cardiologista;

– Realize exames oftalmológicos;

– Procure um educar físicos, para que o mesmo possa acompanhar o seu desempenho. Existem muitos profissionais especializados em alunos diabéticos.

– Antes de dar início ao exercício, meça a glicemia. Dependendo do nível, aja conforme explicado no início do artigo.

– Faça uma refeição leve;

– Escolha um horário que não entre em conflito com o pico de ação dos medicamentos que baixam a glicose;

– Tenha sempre em mãos a sua carteirinha de identificação do diabético, pois, em caso de hipoglicemia, as pessoas saberão como proceder.

– Leve sempre consigo um sachê de açúcar, pois se a glicemia vir a baixar, ele será necessário.

Diabetes emocional é verdade?

Uma pergunta que gera bastante controvérsia: A Diabetes emocional é uma doença de verdade?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, a Diabetes Emocional não é uma doença. Oficialmente, existem três tipos de diabetes, que são: Diabetes tipo I, diabetes tipo II e diabetes gestacional. Além destes três tipos, também é possível desenvolver a doença por meios genéticos, hormonais e pancreáticos.

Em outras palavras, a diabetes emocional não se trata de um diagnóstico da doença propriamente dita, no entanto, as emoções que sentimentos, sejam elas positivas ou negativas, podem influenciar no desequilíbrio do nível de açúcar presente no sangue. Ou seja, em casos de predisposição ao surgimento da diabetes, o fator emocional pode ser sim o fator do seu desencadeamento.

Além dos nossos sentimentos, a diabetes emocional pode ser desencadeada por complicações de ordem psíquica, mas isso, no entanto, somente ocorre em quem apresenta alguma predisposição genética.

É válido ressaltar que, nossos sentimentos positivos e negativos, podem acarretar não só a diabetes emocional, mas também a diabetes do tipo I e II.

Diabetes emocional requer tratamento psicológico?

Em todos os casos onde a diabetes emocional for desencadeada por questões emocionais, se faz necessário cuidar do lado psíquico.

O indivíduo precisa obter, na medida do possível, uma vida equilibrada. Para isso, é necessário autoconhecimento e até mesmo mudanças em como as pessoas agem a certas situações e problemas. Para isso, é fundamental que se tenha a presença e o acompanhamento de um psicoterapeuta. E é claro, também é essencial o tratamento médico da “doença”.

O que pode ajudar no controle da Diabetes Emocional?

Exercícios simples como meditação, prática de esportes e exercícios físicos, relaxamento e toca de instrumento auxiliam na liberação dos sentimentos reprimidos de uma pessoa.

Afinal, passar por cima de problemas e sentimentos de estresse são prejudiciais à saúde. É necessário sentir estas tensões, para que depois elas sejam liberadas. Em outras palavras, devemos encarar tudo aquilo que nos aborrece, para não ir acumulando e adoecendo o corpo.

Dicas para lidar com o estresse

– Manter-se emocionalmente equilibrado e contar com o apoio da família e amigos;

– Em momentos de estresse, lidar bem com a respiração. O ato de respirar fundo, por exemplo, auxilia bastante;

– Ter força de vontade e motivação pessoal;

– Praticar exercícios físicos com regularidade;

– Ter uma boa alimentação saudável;

– Fazer a automonitorização do nível de glicemia;

– Fazer a medicação nos horários corretos.

Conclusão

Apesar de não ser considerada oficialmente uma doença, a diabetes emocional pode afetar qualquer pessoa que não saiba lidar bem com suas emoções e que não possua uma condição genética muito favorável.

O modo como encaramos as situações do nosso dia-a-dia são elementos primordiais para a prevenção desta “doença”. Sendo assim, é fundamental estarmos sempre com pensamentos e atitudes positivas, tendo uma boa e movimentada rotina (conforme explicado no tópico anterior), além de ter uma boa relação familiar. Afinal, quando falamos em saúde, não estamos nos referindo somente ao nosso corpo, mas também à mente.

6 dicas para o diabético sobre o exercício

Todo mundo sabe que os exercícios físicos são fundamentais para a nossa saúde e bem estar, de forma geral, seja para as pessoas que possuem complicações de saúde ou não. Todavia, em caso de pacientes portadores de diabetes, o procedimento requer todo um cuidado especial, que vai desde uma dieta alimentar saudável a controle dos índices de glicose.

Diferente do que muita gente pensa, a prática de exercícios é totalmente benéfica à saúde de pessoas diabéticas, inclusive tal combinação pode gerar melhoras para o organismo, uma vez que a musculação, por exemplo, pode auxiliar na redução do uso de alguns medicamentos.

É claro que, a pessoa que sofre de diabetes precisa ter alguns cuidados essenciais antes, durante e depois da prática dos exercícios. Se você quer saber que cuidados são estes, basta continuar a leitura, e ver as 6 principais dicas para o paciente diabético. Confira!

  1. Aliando a diabetes e exercício físico: O que boa parte da população portadora de diabetes desconhece, é que a morte pela doença pode ser evitada com o diagnóstico do preparo físico do paciente. Por isso, antes de dar início a qualquer prática de atividade física, consulte inicialmente um endocrinologista, pois ele saberá quais são suas limitações e se você pode ou não realizar atividades.

Acontece que apesar do diagnóstico médico, pessoas que sofrem da doença podem sim vir a praticar exercícios e treinamentos mais intensos assim como qualquer outra pessoa que não seja portadora da doença.

É recomendado também procurar por um educador físico, afinal existe alguns exercícios físicos que são específicos para cada tipo de paciente e diabetes, pois o controle e equilíbrio dos níveis de glicose variam bastante de acordo com o tipo da doença, além das atividades e problemas relacionados a ela.

  1. Ajuste na alimentação: A reeducação alimentar é fundamental para as pessoas diabéticas. E, no caso do início à prática de exercícios também é muito importante ter uma boa alimentação. Comer antes do treino físico é regra, e a melhor recomendação é um alimento que possua carboidrato, como uma barra de cereais ou uma fatia de pão integral. Também é fundamental ingerir bastante água.

Após o término da atividade, também é necessário fazer a ingestão de alimentos como estes, para repor as energias gastas com a atividade.

  1. De olho na glicose: Esteja sempre de olho nos níveis de glicose, seja antes, durante e após a prática de exercícios. A manutenção deve ser constante.
  2. Tenha sempre em mãos a pulseira identificadora: Uma das principais recomendações aos portadores de diabetes é sempre fazer uso da pulseira identificadora ou ter em mãos a carteira de identificação da diabetes, pois em caso de alguma complicação, as pessoas saberão como agir.
  3. Use sapatos confortáveis: Os sapatos dizem muito sobre o nosso desempenho em qualquer atividade física, e no caso de pessoas que sofrem de diabetes, esta atenção deve ser redobrada. Para evitar complicações nos pés e possíveis machucados, opte sempre por meias grossas e tênis bem reforçados e confortáveis. Jamais pratique qualquer exercício de chinelos.
  4. Outras doenças: Se o paciente é portador de outra doença além da diabetes, é de extrema importância que ele converse com um médico antes de dar início aos exercícios. Somente um profissional irá ajudar na dieta, nos exercícios recomendados a serem feitos, nos melhores horários e no uso de medicamentos.

Quais exercícios físicos o diabético pode fazer?

Esta resposta irá variar de acordo com o tipo de diabetes que o paciente possui. No caso de diabéticos que têm problemas na visão ou nos nervos dos pés, suas opções são bastante limitadas, devendo consultar antes um educar físico. O exercício mais recomendado para estes pacientes é a caminhada e outros exercícios aeróbicos.

Os indivíduos que possuem sensibilidade nos pés devem protegê-los, com meia e calçados resistentes e confortáveis.

Quanto aos demais diabéticos, os melhores exercícios a serem realizados são os aeróbicos (caminhada, natação, ciclismo, dança e corridas) e exercícios de resistência, como musculação e ginástica localizada. A musculação vem se mostrado a atividade física mais benéfica para os diabéticos, pois auxilia na redução da dependência dos medicamentos. No caso dos pacientes que sofrem do tipo II de diabetes, os exercícios de resistência diminuem a insulina e aprimoram o equilíbrio glicêmico, além da pressão arterial.

Já os pacientes que sofrem da diabetes tipo I, não há nenhuma comprovação referente às vantagens em se praticar exercícios de resistência, no entanto, acredita-se que estas atividades podem potencializar certos medicamentos.

O único cuidado a ser tomado é que, os exercícios de resistência devem ser realizados antes dos aeróbicos, para que não haja risco de hipoglicemia.

Os exercícios aeróbicos também trazem muitos benefícios ao organismo do paciente diabético, como a melhora no desempenho do coração e suas artérias, na funcionalidade dos pulmões, nas enzimas oxidantes e a densidade mitocondrial. A grande vantagem também é que, tanto no caso de pacientes do tipo I quanto II, o risco de morte por complicações cardiovasculares é reduzido de forma significativa.

Recomendações de exercícios físicos para cada faixa etária

Qualquer pessoa, de qualquer idade deve fugir do sedentarismo. E, de acordo com o Departamento de Saúde de Diabetes, há uma indicação de exercícios para cada faixa etária. Veja:

Crianças menores de cinco anos: Atividades no chão e na água.

Crianças acima de cinco anos: Três de exercícios em variados turnos, vindo a totalizar 180 minutos semanais.

Cinco a 18 anos: Exercícios físicos diários moderados ou vigorosos por uma hora. As atividades vigorosas devem ser feitas três vezes por semana, para fortalecer os ossos e músculos.

19 a 64 anos: Seja moderada ou mais vigorosa, os exercícios devem ser por duas horas e meia semanais, totalizando em 150 minutos, incluindo exercícios de fortalecimento dos músculos.

Acima de 65 anos: Exercícios físicos que ajudem na manutenção das funções cognitivas. As atividades podem ser divididas durante o dia, e requerem muitos cuidados, para evitar quedas e outros acidentes. Feitos em cinco dias semanais, devem totalizar em 150 minutos.

5 passos para diminuir o consumo de açúcar

O excesso de açúcar em nosso organismo se trata de algo muito perigoso para a nossa saúde, podendo trazer uma série de complicações para a nossa saúde, como a diabetes, por exemplo. A Diabetes é a doença mais comum quando se trata de consumo excessivo de açúcar.

A doença, que ataca o corpo silenciosamente é um dos principais fatores da obesidade, complicações no coração e até mesmo no envelhecimento da pele. Portanto, para evitar que você se torne uma vítima desta enfermidade, é de extrema importância manter o nível do consumo de açúcar mais baixo possível.

Para te ajudar nesta tarefa (que para muitos é bastante complicada), nós listamos 5 passos para reduzir o consumo deste alimento. Confira!

1. Não adicione açúcar nas bebidas

É bastante comum adicionarmos colheres de açúcar em nosso café ou em sucos, não é mesmo? Acontece que isso é um grande erro, que compromete e muito o nosso organismo.

Sendo assim, a primeira dica para reduzir o consumo do açúcar, consiste em não acrescentar o alimento em cafés, sucos e leites. O ideal é fazer a substituição destes alimentos por suas versões integrais.

O próprio açúcar conta com uma versão mais saudável, que é o açúcar demerara, alimento que se aproxima da sua versão bruta. Sua coloração é mais escura. O açúcar demerara fica entre o açúcar tradicional e o açúcar mascavo.

Adoçantes também não são recomendados.

2. Corte o refrigerante do seu cardápio

É isso mesmo. Infelizmente, o refrigerante é um dos principais inimigos da saúde, especialmente pela sua alta concentração de corantes, de conservantes e, é claro, de açúcar.

Mesmo os refrigerantes “zero” também não são lá muito amigáveis, uma vez que as doses de conservantes e corantes são igualmente altas as do refrigerante tradicional.

A dica é substituir o refrigerante por sucos naturais. É válido ressaltar também que os sucos de caixinha também devem ser evitados.

3. Elimine os doces da sobremesa

É uma missão praticamente impossível abrir mão daquele chocolatinho depois do almoço, mas a verdade é que este mau hábito é bastante prejudicial à nossa saúde. Ao invés de uma guloseima industrializada, opte por frutas como maçã, morango ou banana em sua sobremesa. As frutas além de diminuírem o consumo de açúcar, trarão muitos benefícios ao organismo.

Os doces podem ser consumidos de forma moderada aos finais de semana.

4. Evite alimentos processados

Apesar de serem alimentos salgados, engana-se quem pensa quem pensa que não há açúcar em sua composição. Alimentos como a salsicha, por exemplo, possuem uma alta concentração de corante e açúcar, ingrediente responsável pelo seu aspecto brilhante.

Além do mais, para diminuir ainda mais o consumo de açúcar, é fundamental ler o rótulo destes produtos industrializados, para que assim seja possível identificar a quantidade de açúcar presente.

5. Diminua o consumo de fast-foods

Estes saborosos lanches são verdadeiras bombas carregadas de gordura saturada, temperos e açúcar. Estes três ingredientes desencadeiam no aumento do colesterol ruim, da obesidade e eleva os níveis de açúcar do organismo, contribuindo para o desenvolvimento da diabetes.