Cardápio perfeito para controlar a insulina

Se você sofre de diabetes, provavelmente você tem certa dificuldade em manter a sua alimentação restrita, não é mesmo? A tentação é forte e requer muita força de vontade.

Além da boa alimentação, o diabético deve também adotar novos hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios. Em relação aos exercícios, talvez a dificuldade seja menor. Já em relação a alimentação, o problema é um pouco maior.

O diabético deve ter um controle da insulina, e muita gente apesar de ser portador da doença, não sabe como controlá-la. O acompanhamento médico no diabetes se faz fundamental, para avaliar os riscos do organismo e a avaliação de possíveis mudanças no estilo de vida/alimentar.

Mas, você sabe como deve ser o cardápio de alguém que possui resistência à insulina?

Se a sua resposta é não, saiba que não há a necessidade de eliminar todos os carboidratos, e sim fazer a combinação dos mesmos com pequenas porções de hidratos de carbono com produtos ricos em proteínas, como: Peixes, lacticínios, nozes e ovos; em cada refeição.

Estas combinações alimentares garantem que o organismo possuam pequenas quantidades de hidratos de carbono, que são altamente eficazes na regularização da insulina, enquanto que as proteínas por sua vez, ajudam na finalidade da manutenção completa do organismo e ao fornecimento dos nutrientes fundamentais, como cálcio, ferro e gorduras benéficas.

Ao longo prazo, o cardápio para quem tem resistência à insulina encontra-se no plano de calorias contidas, com níveis contidos de proteínas e carboidratos.

A seguir, veja algumas dicas de cardápio de como seguir uma dieta para controlar a insulina.

Café da manhã: Coma leite e cereal. Outra opção são frutas, com queijos ou biscoito.

Almoço: Sanduíche de atum ou presunto em pão estaladiço.

Sobremesa: Iogurtes naturais, frutas e até mesmo 20 g de chocolate meio amargo (diet).

Chá da tarde: Barra de cereais.

Jantar: Salada, bife de atum ou massa de atum.

Dicas alimentares para controlar a insulina

Um cardápio com poucos carboidratos e quantidade moderada de gordura e proteínas auxilia – e muito – o tratamento dos efeitos da resistência da insulina, bem como a síndrome metabólica. Portanto, se você sofre com o controle da insulina, saiba que o cardápio recomendado acima não basta.

Confira a seguir algumas dicas:

– Troque os carboidratos processados e refinados como arroz branco, pão branco, massas tradicionais e açúcar por suas versões integrais.

– Evite o consumo de bebidas alcoólicas e refrigerantes, que contam com uma grande quantidade de açúcar refinado. Sucos de saquinho e de caixinha também devem ser evitados.

– Reduza a sua ingestão de batatas, principalmente batatas fritas, pois elas trazem um nível de glicemia altíssimo e podem comprometer o controle da insulina. É possível fazer a substituição da batata pela batata doce, que é benéfica e livre dos altos índices glicêmicos.

– Consuma vegetais sem amido. Isso porque eles possuem um baixo índice de glicemia e são saudáveis para os diabéticos que têm dificuldade em controlar a insulina. Dentre os vegetais que o consumo é indicado, estão: Aspargo, brócolis, abacate, couve-flor, legumes em geral, amendoim, soja, ervilha e feijão.

É válido ressaltar que gorduras saturadas de fontes vegetais como o coco, por exemplo, também são grandes aliados. Além do mais, é indicado que seja consumida porções mínimas de carboidratos, que casem com as proteínas e gorduras. Também é recomendado que os coma em pequenas quantidades ao longo do dia, ao invés de uma grande porção em uma única refeição.

Carboidratos bons e carboidratos ruins

Conforme já explicado, a substituição dos carboidratos processados e refinados pelas suas versões integrais irão te ajudar com o controle da insulina, pois os alimentos integrais não processados possuem baixos índices glicêmicos.

Os carboidratos refinados e o açúcar (que também se encaixa na categoria) são encontrados em doces, bebidas alcoólicas e refrigerantes devem ser banidos no caso das pessoas que sofrem de resistência à insulina.

A dica está na ingestão dos carboidratos. Ou seja, não se trata apenas dos carboidratos que você ingere, mas o quanto se ingere.

Não coma grandes quantidades de carboidratos isoladamente dos demais alimentos, e sim pequenas porções de carboidratos no decorrer do dia, por meio de porções moderadas de gorduras benéficas e proteínas. Faça a divisão dos carboidratos no decorrer do dia, de modo a auxiliar a regularização dos níveis de açúcar na corrente sanguínea e insulina.

A cafeína e a insulina

A cafeína conta com benefícios relacionados a insulina. Isso porque ela ajuda na melhora da circulação, reflexos e auxilia até mesmo na concentração. Apesar de algumas pesquisas apontarem que a cafeína contribui para o desenvolvimento do diabetes, foi descoberto que os voluntários que ingeriram doses regulares de cafeína sofriam uma elevação da sensibilidade à insulina.

Os resultados mostraram-se preocupantes, pois o risco do desenvolvimento da doença está ligado ao grau de resistência à substância do corpo.

 

 

Isso é preocupante, porque seu risco de diabetes está diretamente relacionado ao grau de resistência a insulina do seu corpo.

Exercícios físicos benéficos para o controle da insulina

A prática de atividades físicas regulares também pode auxiliar na regularização dos níveis de insulina do organismo. A razão está ligada à melhora dos índices de glicose na corrente sanguínea.

Na medida em que o tempo passa, os exercícios ajudam a prevenir ou tratar o diabetes tipo 2. Além do mais, uma das principais vantagens da prática de exercícios está ligada à estética, na perda saudável de peso.

A sugestão é a prática de 30 minutos de exercícios diários. Mas, se você não está adaptado (a) a esta rotina, a recomendação é de quatro vezes por semana. Na medida em que você aumentar a sua resistência, você conseguirá se exercitar por mais tempo e por mais dias.

Atividades físicas de baixo impacto como a caminhada ou corrida, andar de bicicleta, natação e aeróbica são altamente seguros e saudáveis para todos. Já exercícios como Pilates e ioga, também proporcionam altas vantagens, e podendo contribuir para a melhora do controle insulínico ou síndrome metabólica.

15 pratos DELICIOSOS liberados para diabetes na gravidez

Durante a sua gravidez, a mulher pode vir a ser diagnosticada com diabetes. Conhecida como diabetes gestacional, a doença surge por conta de um aumento na quantidade de açúcar no sangue, uma vez que o pâncreas de algumas destas mulheres não consegue produzir insulina  suficiente que atenda às necessidades do seu organismo e do bebê.

Embora na maioria dos casos o diabetes gestacional seja uma condição que desaparece após o parto da doença, é fundamental neste período manter o nível de açúcar no sangue controlado. Assim, após ao dar à luz a mãe não corre o risco de desenvolver o tipo 2 da doença, além de não trazer o risco ao próprio bebê, de futuramente desenvolver tanto o tipo 1 ou o 2 do diabetes.

Sendo assim, é fundamental que durante toda a gestação a futura mamãe tenha uma alimentação balanceada, consumindo mais alimentos integrais e deixando de lado alimentos com açúcar e ricos em carboidratos.

Para te ajudar nesta missão, nós trazemos 15 pratos deliciosos que são totalmente liberados durante a gravidez e que não causam a diabetes gestacional – e para as mulheres que já desenvolveram a doença, também é permitido, uma vez que os pratos são saudáveis e mantém os níveis de açúcar controlados.

Sobre a alimentação da mulher com diabetes gestacional

Antes de apresentarmos a nossa lista com os 15 pratos, é importante ressaltar que a alimentação durante a gravidez deve ser bastante restrita e cuidadosa. É isso mesmo!

E sabe aquela famosa frase de “comer por dois?”. A grande verdade é que ela é um equívoco, pois a necessidade energética durante a gestação é menor do que se imagina, principalmente nos três primeiros meses. Ou seja, comer altas porções pensando que está beneficiando o bebê é um equívoco, e dependendo do que está sendo consumido, um perigo.

Dito isso, confira a seguir os pratos liberados no diabetes gestacional:

  1. Arroz integral, bife grelhado e vagem: Parece um prato simples, mas o bife é a paixão dos brasileiros. Mas, o segredo aqui está na sua preparação. Ao invés de fritá-lo – como é bastante comum -, deve-se grelhá-lo. Para acrescentar o arroz integral e a mistura, coloque uma concha média de feijão, uma sala de alface com cenoura, vagem e suco de laranja não adoçado.
  2. Almôndegas com brócolis refogado: Refeição que pode ser consumida tanto no almoço quanto no jantar, é importante ficar atenta às porções. Sirva-se de arroz (sempre integral), uma concha de feijão, 3 unidades de almôndegas, beterraba, salada de alface e tomate, brócolis refogado e suco de maracujá não adoçado.
  3. Carne assada com abobrinha refogada: Este prato é recomendado quando a mulher entra no segundo trimestre de gravidez. Este prato conta com 4 colheres de arroz integral, uma concha de feijão, 2 fatias finas de carne assada, abobrinha refogada, salada de tomate e repolho, e suco de uva não adoçado.
  4. Cookies integrais caseiros: Quem disse que os doces são inteiramente banidos do cardápio da gestação? Aqui, o cookie é integral, e ele pode ser tanto caseiro quanto industrializado, embora o industrializado não seja muito recomendado. Como acompanhamento, beba uma xícara de leite desnatado.
  5. Macarronada integral com quiabo refogado: Assim como o arroz, as massas devem sempre ser integrais. Aqui, combine o macarrão com um filé de frango assado ou grelhado, salada de rúcula e quiabo refogado.
  6. Filé de peixe com berinjela refogada: Arroz integral, feijão, um filé de peixe grelhado (ou assado), salada de agrião e tomate, e berinjela refogada.
  7. Banana com aveia em flocos: Um prato simples que pode ser consumido tanto no lanche da tarde quanto na janta. Embora parece leve, a aveia tem a função de proporcionar a sensação de satisfação, ou seja, você não sentirá tanta fome. Basta amassar as bananas em um pratinho e coloque sobre elas a quantidade desejada de aveia em flocos.
  8. Strogonoff de frango com couve-flor cozida: Arroz integral, strogonoff de frango e couve-flor cozida. Aqui, também é possível acrescentar (se quiser) uma salada de folhas. Geralmente, as pessoas não gostam de colocar salada junto do strogonoff, mas é uma opção.
  9. Carne moída refogada com salada de brócolis: Arroz integral, uma concha média de feijão e 3 colheres de carne moída refogada com tomate, cheiro verde e tomate. Como acompanhamento, adicione a salada de brócolis, cenoura crua ralada e vagem. Vale ressaltar que é fundamental ter cuidado com os temperos, portanto, se você tem o hábito de utilizar temperos artificiais, os elimine de sua dieta, pois eles são ricos em sódio e até mesmo açúcar.
  10. Castanhas-do-pará com queijo: Neste prato mais leve, recomendado para o jantar ou ceia, coma um pote de iogurte natural, uma fatia de queijo magro (ricota, queijo minas ou tofu) e duas castanhas-do-pará.
  11. Bife de peito de frango grelhado: Arroz integral, feijão, um bife de peito de frango grelhado e uma salada de agrião. Aqui, a bebida pode ser um suco de cenoura e laranja natural, sem adoçantes.
  12. Salada de agrião e pepino temperado: Um prato simples, delicioso e que ameniza a fome. A combinação aqui é de arroz integral, feijão, agrião e ¼ de pepino temperado apenas com limão e azeite.
  13. Rabanetes com filé de frango grelhado: A ideia deste prato é consumi-lo sem arroz e feijão. Aqui, a mulher irá comer um prato de folhas verdes (de sua preferência) com quatro rabanetes temperados com limão e azeite, e um filé de frango grelhado ou assado.
  14. Lentilha e filé de frango assado: A lentilha também deve ser consumida durante a gravidez por conta das suas fibras. Além do mais, ele é um alimento que solta o intestino, fator importante para muitas mulheres grávidas, que sofrem com a prisão de ventre. O prato aqui é composto de arroz integral, lentilha e um filé de frango assado.
  15. Grão-de-bico com batata cozida: Arroz integral, uma concha de grão-de-bico, uma batata média cozida e uma salada de alface e tomate.
  16. Filé de peixe ensopado com vagem refogada: Arroz integral, um filé médio de peixe ensopado e duas colheres de vagem refogada.

O que é diabetes gestacional e por que ela ocorre?

Todo mundo sabe que existem dois tipos de Diabetes: o tipo 1 e 2. O que muita gente desconhece é que há um terceiro tipo de diabetes, conhecida como Diabetes Gestacional.

Esta condição é caracterizada pela hiperglicemia (elevação dos níveis de glicose no sangue), que é reconhecida pela primeira vez durante a gestação da mulher. O Diabetes Gestacional ocorre em cerca de 4% das gestações.

Geralmente, o Diabetes Gestacional se cura logo depois do parto. Todavia, as mulheres que desenvolvem a condição, possuem grande risco de sofrer o Diabetes tipo 2. Por isso, por mais que o Diabetes Gestacional seja temporário, é fundamental manter os cuidados, especialmente após ter o bebê.

Como o diabetes gestacional ocorre?

Ainda não se sabe ao certo como a doença ocorre. O que se sabe é que os outros dois tipos do diabetes ocorrem quando o pâncreas não consegue mais produzir quantidade suficiente do hormônio insulina para atender as necessidades do organismo. A diferença do tipo 1 para o tipo 2 é que o 1 se desenvolve entre a infância e a adolescência e as causas podem ser genéticas. Já o tipo 2 se dá basicamente ao estilo de vida do adulto – como sedentarismo e obesidade.

Quando há a falta da insulina ou quando o mesmo não sabe agir de forma adequada, ocorre um aumento do nível de glicose no sangue, ocasionando o diabetes. Durante o período da gravidez, a placenta que liga o bebê ao seu suprimento de sangue, gera altos níveis de uma série de hormônios.

A maioria destes hormônios afeta a ação da insulina das células, elevando o nível de açúcar no sangue.

Na medida em que o bebê vai crescendo dentro da mãe, a placenta produz mais hormônios que agem no bloqueio da insulina. No diabetes gestacional, os hormônios da placenta causam uma elevação do açúcar no sangue em um nível que pode inclusive comprometer o bem-estar da criança.

O diabetes gestacional geralmente ocorre durante a segunda metade da gestação.

Quais são os sintomas do Diabetes gestacional?

Assim como o diabetes do tipo 2, o diabetes gestacional dificilmente causa sintomas. Sendo assim, é essencial que as futuras mamães realizem exames periódicos durante toda a gestação, especialmente entre as 24ª e 28ª semana. Uma vez que for diagnosticada a elevação do açúcar no sangue, a mãe deve tomar cuidados, para evitar problemas para ela e o bebê.

Alguns dos sintomas do diabetes gestacional são muito similares aos sintomas tradicionais da gravidez, ou seja, isso significa que só porque a mulher detectou sintomas como: Vontade frequente de urinar, sede excessiva, infecções na bexiga, ganho de peso e aumento de apetite; não quer dizer que ela esteja sofrendo da doença.

Na dúvida converse com seu médico e explique os sintomas, para que possam ser realizados os exames pré-natais.

Diabetes na infância tem cura?

Considerada uma das principais doenças do século, a diabetes possui dois tipos: O I e o II. O tipo I da doença também é conhecido como Diabetes Infantil, e costuma se desenvolver antes dos 25 anos de idade, acometendo em sua maioria das vezes, crianças e adolescentes.

O Diabetes infantil é uma doença comum, com aproximadamente 145 milhões de indivíduos diagnosticados no mundo. O que difere o diabetes I do tipo II é a forma como ela ocorre.

O Diabetes do tipo I é definido como uma doença crônica, e ocorre quando o pâncreas da pessoa não consegue produzir adequadamente o hormônio da insulina. Por consequência, o sangue fica carente desta substância.

É a insulina o hormônio que possibilita as células do corpo de fazer uso da glicose para gerar energia. Sendo assim, quando há uma falha na secreção de insulina, a glicose permanece na corrente sanguínea e a hiperglicemia ocorre.

Quando a doença é diagnosticada na criança, muitos pais não sabem como lidar com a situação, pois a vida do paciente muda para sempre e novos cuidados devem ter tomados e redobrados a todo o momento. Com isso, muita gente se pergunta: O Diabetes Infantil tem cura?

Por se tratar de uma doença crônica, ela não possui cura, e como dito anteriormente, requer cuidados para toda a vida.

Quais são as causas do Diabetes Infantil?

A causa do diabetes tipo I em crianças e adolescentes ainda é desconhecida. Todavia, com elevada possibilidade, acredita-se que se trata de uma desordem autoimune, que ocorre quando o sistema imunitário ataca o próprio organismo.

Com esta consideração, no diabetes infantil ocasionada por alguma complicação externa ou infecção, o próprio sistema imunológico acaba atingindo o tecido saudável, consequentemente destruindo as células responsáveis pela produção de insulina no pâncreas.

Todavia, o diabetes infantil também pode ser uma doença hereditária em conjunto com infecções virais.

Sintomas do Diabetes Infantil

É muito difícil os pais perceberem que seu filho sofre de diabetes infantil. Neste caso para ajuda-lo a identificar a doença, é possível se atentar aos seguintes sintomas:

– Vontade frequente de urinar;

– Apetite frequente;

– Excesso de sede ao longo do dia;

– Cansaço;

– Moleza;

– Alterações no humor;

– Nervosismo;

– Náuseas e vômitos;

– Perda de peso (em alguns casos, o emagrecimento pode ocorrer mesmo quando o paciente sente fome excessiva).

Ao notar a existência de um ou mais destes sintomas, não hesite em buscar ajuda médica. Quanto antes diagnosticado e tratado o diabetes tipo I, melhor para o paciente.

Tratamentos do diabetes infantil

O tratamento do diabetes infantil visa a manutenção regular dos níveis de açúcar no sangue e controle da glicemia, para evitar complicações maiores. Além disso, cabe também ao paciente manter um estilo de vida saudável que envolve uma boa alimentação (controle da dieta) e a prática de exercícios.

Em relação a prática de exercícios físicos, é importante salientar que existe restrição em casos de hipoglicemia. Isso porque pessoas que possuem os níveis de glicemia muito baixos correm o risco de baixá-los ainda mais. Sendo assim, pacientes com estas condições não devem iniciar nenhuma atividade física.

Dia do Diabetes

Comemorado no dia 14 de novembro, a cada ano o Dia Mundial do Diabetes é direcionado a um tema específico, direto ou indireto à doença. Criado no ano de 1991 pela IDF e conjunto com a Organização Mundial de Saúde, a data foi desenvolvida com a finalidade de responder às preocupações sobre os alarmantes (e crescentes) números de diagnósticos em todo o mundo.

A data 14 de novembro foi definida em homenagem à Frederick Banting que junto de Charles Best, idealizou a descoberta da insulina no ano de 1921.

O Dia do Diabetes se tornou oficial pela ONU no ano de 2007, com a aprovação da Resolução das Nações Unidas 61/225.

A comemoração do Dia do Diabetes este ano

Aqui no Brasil, a campanha do Dia Mundial do Diabetes é organizada pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), sendo liderada pelo Dr. Márcio Krakauer.

Para celebrar a data este ano, o tema escolhido para a campanha foi: “Diabetes, uma doença invisível”.

Através deste tema, a campanha mundial tem como principais metas:

– Estimular os governos a implementar e consolidar políticas para a prevenção e controle da doença e suas complicações;

– Distribuir recursos para apoiar as iniciativas nacionais e locais para a precaução e equilíbrio do diabetes;

– Ressaltar a importância da educação, com base em proeminências e controle da doença;

– Conscientizar sobre os sinais do Diabetes e oferecer ações para estimular o diagnóstico precoce;

– Concretizar medidas para diminuir as principais causas de risco para o Diabetes tipo 2.

Programação – Agenda do Dia do Diabetes

Como é de costume, em comemoração ao Dia Mundial do Diabetes, a campanha de 2017 conta com uma agenda repleta de ventos e atividades abertos à população, de forma gratuita.

Cada região do país haverá uma programação especial. Confira a seguir os eventos que acontecerão em cada região:

REGIÃO SUDESTE:

– Grupos Operativos de Hipertensos e Diabéticos

– 1ª Caminhada de Prevenção ao Diabetes de Niterói

– 5ª Caminhada Azul de Barueri

– Alerta e Prevenção do Diabetes

REGIÃO NORTE:

– Ação: Orientações sobre Diabetes para samuzeiros e familiares

– Campanha de Conscientização sobre o Diabates – LAEDRO E Hospital Santa Mercelina

REGIÃO NORDESTE:

– 1° PicDia Azul

– Diabéticos e arcanjos no Parque Municipal

REGIÃO SUL:

– Dia de lazer das crianças diabéticas

– Corrida e caminhada Rotary contra o diabetes

– 6ª Caminhada do Diabetes

CENTRO-OESTE:

Agenda ainda não disponível

Para consultar a data de cada evento, basta acessar o site do Dia Mundial do Diabetes, neste link.

Sobre a doença

O Diabetes é uma doença que ataca de forma silenciosa, trazendo várias complicações aos seus portadores, como a cegueira e a amputação de membros.

O tipo 1 do Diabetes acomete crianças e adolescentes devido a baixa produção de insulina. Já o tipo 2, que é o mais comum, ataca pessoas mais velhas, por conta de maus hábitos, como o sedentarismo, má alimentação e a obesidade.

O Diabetes 1 não tem prevenção, mas o tipo 2 sim. Para evitar de desenvolver o Diabetes tipo 2, é necessário ter uma boa alimentação, além de praticar atividades físicas regularmente.

Diabetes tem cura ou prevenção?

Infelizmente, os casos de diabetes no Brasil estão aumentando e com uma rapidez espantosa. Considerada uma doença mundial, a diabetes não possui cura, no entanto, é completamente possível o portador conviver normalmente com a doença, podendo em alguns casos revertê-la (mas não combatê-la).

O tipo mais comum da doença no Brasil, é a diabetes tipo 2, que costuma acometer adultos obesos, sedentários ou quando há históricos na família. Sendo assim, o tipo 2 é totalmente diferente do tipo 1, situação onde o indivíduo adquire ainda na infância.

Apesar de nenhum dos dois tipos de diabetes possuir cura, é complemente possível se prevenir da doença, quando se trata do tipo 2. Para isso, é necessário ter bons hábitos alimentares e praticar atividades físicas com regularidade.

Lidando com a diabetes

Quando um indivíduo é acometido pela diabetes, ele deverá fazer o controle dos níveis de açúcar no seu sangue pelo resto da vida. Quando não há o controle, poderão surgir diversas complicações, tais como a cegueira parcial, riscos de infarto e a amputação dos membros. É importante ressaltar que a diabetes é uma doença silenciosa, e por conta disso, o paciente não possui a percepção dos sintomas.

Prevenindo a diabetes

Diferente da diabetes tipo 2, a doença do tipo 1 não é reversível e também não há a possibilidade de prevenção. Todavia, há grandes chances do paciente diminuir drasticamente o uso de seus medicamentos, se tratada corretamente. Isso porque a diabetes tipo 1 nada mais é do que uma doença autoimune, onde as células do pâncreas que produzem a insulina são reconhecidas pelas células de defesa do corpo e acabam sendo destruídas.

Já no tipo 2, não existe a destruição das células do pâncreas. Elas se esgotam devido à exaustão.

A pré-diabetes tem cura?

A pré-diabetes não é necessariamente uma doença, e sim um “estágio” que antecede a diabetes, onde as taxas de açúcar no sangue estão acima do normal, mas ainda assim não chega ao ponto de ser classificada diabetes.

Neste caso, para evitar que a condição se torne a doença, as pessoas devem fazer o controle da glicemia.

Meios para tratar a diabetes

Embora não tenha cura, dependendo do tipo, a diabetes pode ser prevenida ou amenizada. Se você possui parentes diretamente ligados a você, é fundamental que a atenção seja redobrada, uma vez que o histórico familiar também contribui bastante para o desenvolvimento da doença.

Para prevenir a diabetes, mantenha uma alimentação bastante saudável, buscando fazer um baixo consumo de alimentos com açúcares e além de encaixar na sua rotina a prática de atividades físicas. Ao reservar 30 minutos diários, você já estará contribuindo e muito para a sua saúde.

E importante: Ao sentir algum sintoma ou algo anormal em seu organismo, não hesite em procurar um médico, para que o diagnóstico seja feito ainda no começo da diabetes, havendo assim maior controle e prevenção da mesma.

Já no caso daqueles que já são portadores da doença, a indicação é a mesma, afinal, é completamente possível ter uma vida normal e sem mudanças drásticas, desde que os hábitos saudáveis sejam sempre postos em prática.

O que o transtorno alimentar tem com relação a diabetes?

Uma questão que assombra bastante as pessoas diabéticas e a relação que a doença tem com o transtorno alimentar. Uma das explicações possíveis seria a atenção redobrada que os diabéticos geralmente costumam dar à sua alimentação, além das alterações no peso, ocasionadas pela terapia com insulina.

Pacientes que sofrem de diabetes tipo 2 com algum sintoma depressivo ou de ansiedade podem vir a passar por episódios conhecido “síndrome da fome noturna”. Esta síndrome tem como característica a ausência de apetite durante a manhã, insônia e excesso de apetite à noite, mesmo após jantar ou se alimentar de um lanchinho mais leve.

A síndrome da fome noturna está ligada a períodos de estresse, atingindo aproximadamente 1,5% da população, sendo 20% delas, obesos.

Apesar das causas não serem totalmente claras, a suposição mais provável é da existência de um desequilíbrio dos hormônios, como por exemplo, a melatonina, que é liberada enquanto dormimos; e a serotonina, que possui ação no controle do que ocorre com nosso organismo entre o dia e a noite. Vale ressaltar também que ainda existe a influência de elementos genéticos.

A síndrome da fome noturna está ligada também ao consumo de alimentos muito calóricos, com baixos índices de fibras e ricos em gorduras. O chocolate é um dos alimentos que se encaixam neste perfil, e o que acontece com o consumo excessivo deste tipo de comida? Além do aumento de peso, também há mudanças no colesterol e nos níveis de açúcar do Sangue. Em outras palavras, isso é totalmente prejudicial à saúde de uma pessoa que sofre de diabetes.

Há como tratar a síndrome da fome noturna?

É possível sim tratar a síndrome, através de psicoterapia, com medicamentos e até mesmo por meio de mudanças nos estilos de vida. É importante para a saúde e bem-estar das pessoas que sofrem deste mal fazer o tratamento, especialmente no caso das pessoas que têm diabetes. Alguns meios de reverter a condição da síndrome são:

– Tomar o café da manhã de forma regular;

– Comer ao longo do dia, optando por alimentos integrais e pequenas porções;

– Mastigar direito os alimentos e comer lentamente, sem pressa;

– Ter horários certos para comer;

– Evitar o consumo de cafeína e atividades físicas pouco antes de deitar;

– Ter sono regular;

– Evitar ter em casa alimentos calóricos e ricos em gordura.

 

Este transtorno alimentar pode trazer sérias consequências aos diabéticos, prejudicando seu controle glicêmico, levando à internação. Também há outras áreas a serem afetadas, como o peso, aumento de estresse e ansiedade.

Vale ressaltar que as complicações geradas pelo diabetes são sérias, podendo comprometer a sua saúde e vida. Por isso, é sempre bom fazer o uso correto dos medicamentos e ter uma rotina saudável, de modo a gerenciar a doença. Afinal, que controla a sua vida é o paciente, e não a diabetes.

10 fatos que você precisa saber sobre diabetes

Uma doença que atinge milhões de pessoas, o diabetes é um problema de nível universal da saúde pública. Este excesso de açúcar no sangue atinge (só no Brasil) cerca de 10 milhões de pessoas.

Dividida em duas categorias, o diabetes tipo 1 é quando o pâncreas não produz o hormônio insulina e geralmente acomete pessoas ainda na infância. Já o tipo 2 da doença ocorre quando as células resistem à ação da insulina.

Um dos principais fatores que fazem um indivíduo desenvolver o diabetes é a obesidade. O sedentarismo por conta da falta de prática de atividades físicas também é um dos fatores que levam ao diabetes. E, em alguns casos, condições genéticas.

Para que você tenha um melhor entendimento desta enfermidade que atinge milhões de indivíduos, confira neste artigo 10 fatos sobre o diabetes, que provavelmente você não conhecia. Veja:

  1. O diabetes tipo 1 é autoimune: Muita gente acredita que o tipo 1 do diabetes trata-se de uma doença hereditária. Na verdade, o diabetes tipo 1é uma doença autoimune. Isso significa que o paciente não nasce com ela, e sim a desenvolve durante a infância ou adolescência, por conta de uma agressão autoimune do pâncreas, que deixa de produzir a insulina.
  2. Não é o consumo excessivo de açúcar que faz causar diabetes: Outro erro bastante comum por parte da população é pensar que o que faz uma pessoa desenvolver a doença é o consumo excessivo de açúcares.

O que ocorre desenvolve o diabetes é a obesidade resultante do consumo exagerado de açúcares, que resulta uma maior resistência à ação de insulina nas células.

  1. O diabetes não tem cura: Infelizmente a ciência ainda não descobriu uma cura para esta doença. No entanto, portadores da doença podem reverter os sintomas da doença, podendo posteriormente reduzir o uso de medicamentos. Ou seja, é completamente possível ter uma vida normal e conviver com a doença. As únicas mudanças a serem feitas são as alimentares e a prática de exercícios físicos regulares.
  2. Pessoas pré-diabéticas têm chances de não virarem diabéticas: O pré-diabetes é uma condição onde um paciente apresenta altos níveis de açúcar no sangue, mas ainda não o suficiente a ponto de ser considerado diabético. Ou seja, não se trata necessariamente de uma doença, mas sim de uma condição do organismo que antecede à doença.

Mas possuir pré-diabetes não significa que o indivíduo ficará diabético. É possível combater a condição de saúde por meio de atividades físicas, mudanças alimentares e perda de peso.

  1. Diabetes não atinge apenas humanos: De acordo com pesquisas realizadas, a doença também foi identificada em animais como cavalos, esquilos e furões. Já em ambientes onde os animais são alimentados de forma liberal, o diabetes foi identificado em raposas, hipopótamos e até mesmo golfinhos.
  2. Disfunção erétil e infecções vaginais: Homens diabéticos possuem maior risco de sofrer disfunção erétil do que homens não-diabéticos. Cerca de 60% do público masculino que sofre da doença acima dos 50 anos possuem complicações com a disfunção.

Já com o público feminino, mulheres que sofrem de diabetes são mais propensas a desenvolver infecções vaginais, em comparação às mulheres que não sofrem da doença. Isso se dá por conta dos altos níveis de glicose.

  1. Parâmetro metabólico que determina a necessidade de aplicar insulina: A indicação do uso de insulina se faz quando a pessoa possui diabetes do tipo 1 ou quando a diabetes tipo 2 não responde de forma adequada aos medicamentos hipoglicemiantes de uso oral.

Na medida em que o tempo passa, o descontrole da doença pode fazer com que o pâncreas deixe de produzir insulina em quantia necessária para que os hipoglicemiantes gerem um bom controle, sendo assim indicada a insulina.

  1. Percepção da falência do pâncreas: Você sabe como se percebe ou de mede a falência dos pâncreas? É quando os índices de glicemia não reduzem, apesar da medicação oral intensiva e o paciente continua emagrecendo e com os sintomas de hiperglicemia. Além disso, também é possível medir a secreção de peptídeo, que mostra quanto o pâncreas está produzindo de insulina.
  2. Cuidado com gripe e pneumonia: Pacientes que sofrem de diabetes são muito mais propensas a sofrer complicações de gripe e pneumonia, além de terem tendência de seis vezes mais chances de serem hospitalizadas, comparados a pessoas não-diabéticas. O que também espanta é o fato de que cerca de 30.000 diabéticos morrem anualmente por causa de gripe e pneumonia.
  3. Ação dos medicamentos antidiabetes: Existem diversos meios de ação dos hipoglecimunates. Estes medicamentos podem agir reduzindo a absorção de glicose por meio do trato intestinal, aprimorando a sensibilidade do paciente à insulina, reduzindo a secreção dos hormônios contrarregulares e também estimulando a produção do hormônio pelo pâncreas.

Atualmente, é possível fazer uso de uma associação de drogas. Juntas, elas resultam em um bom controle dos índices da glicemia. Assim, eles não perdem o efeito, no entanto, uma vez que o pâncreas passa a ser estimulado por algumas destas medicações ao longo dos anos, o diabético poder ser levado a uma fadiga e a redução da capacidade pancreática de produzir insulina.

 

Estes são os 10 fatos sobre o diabetes que nós separamos para você. Mas a doença vai muito além.

Apesar de ser uma doença que não apresenta cura, ser diabético (a) não significa que você irá conviver com danos irreversíveis. Como explicado, é possível sim tratar, reverter os sintomas e até mesmo diminuir o uso de medicações.

Todavia, não deixe de consultar um médico especialista e siga as suas recomendações, fazendo modificações no seu cardápio e melhorando a sua rotina, encaixando os exercícios físicos no seu dia-a-dia. Perder o excesso de peso é fundamental para evitar que você desenvolva o pré-diabetes e consequentemente, o diabetes.

Com a tecnologia que possuímos hoje e com melhores condições, é inaceitável que uma doença tão antiga ainda contribua para a morte de milhares de pessoas em todo mundo, comprometendo a sua qualidade e expectativa de vida.

Dicas para aplicação de insulina

A insulina é um hormônio fundamental no organismo de todas as pessoas. É este hormônio o responsável por colocar a glicose dos alimentos no interior das células, que necessitam desta energia para realizar as funções do nosso corpo. Também é a insulina quem controla os níveis de glicose do sangue.

Quando uma pessoa sofre de diabetes do tipo 1, ela necessita da s aplicações de insulina, uma vez que seu organismo não consegue produzir insulina suficiente para controlar a glicose. Já no tipo 2, o seu organismo não produz na quantidade adequada ou a mesma não é capaz de realizar sua função.

Mas, será que as pessoas que sofrem da doença fazem a aplicação da insulina de forma correta? Neste artigo, nós listamos algumas dicas para fazer a aplicação, além de mostrar as regiões mais indicadas para tal. Confira!

Locais de aplicação de insulina

É importante frisar que a aplicação da insulina deve ser sempre subcutânea, portanto, o ideal para a aplicação são as agulhas de agulhas de 4, 5, 6 ou, no máximo, 8 mm, levando em conta que a agulha deve apenas chegar na camada de gordura, sem alcançar os músculos.

Abdômen: Área de fácil acesso, que absorve a insulina de modo mais rápido e consistente. No caso de gestantes, é indicado fazer uso somente das laterais desta região.

Nádegas: Indicado para casos onde a absorção precise ser mais lenta. Além disso, o recomendado é fazer a aplicação na região superior externa.

Coxas: Também possui a absorção lenta, sendo indicada a aplicação na parte frontal ou externa.

Região externa do braço: Nesta parte, é recomendado que a aplicação da insulina seja feita por outra pessoa, uma vez que é uma região de difícil acesso.

Locais para evitar a aplicação

Assim como há os melhores locais para se fazer a aplicação da insulina, também existem certos locais que devem ser evitados, seja pela sua baixa absorção ou pelas dores recorrentes durante a aplicação. Confira as regiões:

Região interna das coxas: Se aplicada nesta região, o paciente irá sentir fortes dores ao caminhar.

Locais próximos a cicatrizes e pintas: É fundamental evitar regiões próximas a cicatrizes ou pintas, pois, além da complicação na perfuração, também existe a chance de causar dores posteriores e até mesmo machucados.

Áreas exercitadas: Não é recomendado fazer a aplicação de insulina em qualquer área do corpo que será exercitada na sequência (como nádegas, por exemplo). As atividades físicas farão com que aumente o fluxo sanguíneo, e isso fará com que a insulina de ação lenta seja absorvida de forma mais rápida que o normal.

Sobre a prega subcutânea

A prega subcutânea é uma pinça com os dedos polegar e indicador, que reduz o risco de aplicação na região muscular, quando a agulha possui um comprimento maior ou quando o indivíduo possui pouco tecido subcutâneo.

Rodízio das áreas de aplicação

É muito importante que o portador de diabetes faça um rodízio dos locais de aplicação de insulina. Do contrário, se realizada muitas vezes em uma única área, ela poderá sofrer lesões na pele, poderão ser formadas bolsas de gorduras e nódulos.

7 Cuidados que um paciente com diabetes precisa ter ao praticar exercícios

Quem sofre de diabetes, sabe: Conviver com a doença não é uma tarefa muito fácil. Dieta rigorosa, avaliações constantes dos níveis de insulina, aplicação da mesma… Estes são alguns dos muitos cuidados que os diabéticos devem ter diariamente, já que a diabetes trata-se de uma doença silenciosa.

Apesar de todos estes cuidados constantes, a pessoa que sofre de diabetes pode fazer tudo o que uma pessoa comum faz, como por exemplo, praticar exercícios físicos e esportes. Os diabéticos não só podem realizar estas atividades como podem competir com as pessoas que não sofrem da doença.

Os exercícios físicos são fundamentais no tratamento “não farmacológico” da diabetes, ou seja, o tratamento da enfermidade vai além de medicamentos. As atividades ajudam no ajuste do controle da glicemia, diminuindo a dose necessária de insulina e outros remédios orais, além de reduzir a massa gorda (que leva à obesidade no caso de pessoas diabéticas) e elevar a massa magra.

Todavia, os pacientes que sofrem de diabetes precisam ter alguns cuidados especiais ao praticar esportes. Cuidados estes que devem requerem atenção antes, durante e após a prática do exercício.

Neste artigo, você irá conhecer os 7 cuidados que um paciente com diabetes precisa ter ao praticar exercícios físicos. Confira.

  1. Ajuda profissional: O primeiro e primordial cuidado a ser tomado por um paciente que sofre da doença é consultar um médico endócrino. Somente com a liberação de um endocrinologista, o indivíduo poderá praticar alguma atividade.

É importante ressaltar também que, a atividade física deve ser sempre supervisionada por um educador físico, afinal, somente este profissional possui a aptidão de definir a sua intensidade, duração de tempo e modalidade de exercício; tornando a prática ainda mais segura. Inclusive, existem muitos educadores físicos especializados em alunos portadores de diabetes.

  1. De olho no tempo e frequência: Pessoas que sofrem de diabetes não devem passar horas treinando na academia. Para este público, 60 minutos de atividades físicas diárias, com frequência mínima de três dias semanais são suficientes para aprimorar os níveis de glicose no sangue do indivíduo.

No entanto, se o paciente é fã de malhação, não há limitações. Se estiver bem controlado, ele poderá praticar os exercícios durante a mesma intensidade, tempo e frequência que qualquer outra pessoa que não sofra da doença.

  1. Controle da glicemia: O principal efeito que a prática de exercícios físicos traz às pessoas diabéticas é a redução dos índices de glicemia. A glicose nada mais é do que a fonte predominante de energia na primeira meia hora de exercício. Sendo assim, a prática das atividades físicas possui a funcionalidade similar à insulina, quanto a sua utilização de glicose pela célula.

A prática de exercícios físicos incentiva a secreção de determinados hormônios, como o cortisol e o hormônio do crescimento, também conhecido como GH. Com isso, o fígado produz glicose, o que faz elevar o índice de glicemia. Em contraponto, a atividade física eleva a sensibilidade dos tecidos corporais à insulina, fazendo com que o nosso corpo metaboliza e glicose de modo mais fácil. Ou seja, o corpo atua como uma espécie de balança, uma vez que determinados procedimentos físicos subam a glicemia, outros reduzem.

É importante frisar que, se antes de dar início ao exercício, o nível de glicemia estiver maior que 250 mg/dl, a atividade física está contraindicada, pois ela poderá ocasionar em um pico glicêmico. Mas, se ela estiver em um número inferior a 150 mg/dl, os exercícios podem ser feitos tranquilamente, pois eles também auxiliarão a reduzir estes índices.

  1. Adequação da insulina: A insulina e outros medicamentos que reduzem a glicemia possuem sua ação energizada pela elevação do metabolismo que acontece durante a atividade física. Por esta razão, é recomendada que, sob orientação médica (sempre!), a dose do remédio tomada seja inferior ao do dia da concretização do exercício físico.

A pessoa diabética precisa fazer a sua monitorização da glicemia com frequência, até ela compreender como é o comportamento de seu corpo antes, durante e após o exercício físico; realizando a suplementação quando houver necessidade.

  1. Troque a esteira pela musculação: Os exercícios aeróbicos como a caminhada, são essenciais para pessoas diabéticas, no entanto, exercícios como a musculação também são bastante benéficos. Isso porque a repetição das contrações musculares incentivam componentes da membrana muscular. Isto faz com que as proteínas presentes nas células carreguem com mais facilidade a glicose para o seu interior. Além do mais, o controle do nível de açúcar no sangue faz com que haja uma redução da dependência da suplementação de insulina.
  2. Alimentação: Antes de dar início aos exercícios físicos, é importante fazer a ingestão de uma pequena quantidade de carboidrato. Uma barrinha de cereais ou uma fatia de pão integral é uma boa pedida. O carboidrato é percursos da glicose e sua liberação ocorre de forma lenta no organismo, o que impede a queda brusca da glicemia.

O consumo de carboidratos também é essencial ao final dos exercícios, para que as energias gastas possam ser repostas.

  1. Atenção com os pés: Pacientes que sofrem de diabetes possuem uma complicação denominada neuropatia, que gera uma redução da sensibilidade das extremidades, como os pés, por exemplo. Esta condição pode causar uma das complicações mais conhecidas dos pacientes diabéticos: “O pé diabético”. Nestes casos, os pacientes que sofrem da doença podem vir a se machucar e não notar (esta condição está ligada à má circulação sanguínea), podendo gerar casos graves, como a amputação.

Para evitar que este tipo de problema aconteça, é necessário fazer uso de meias e calçadas confortáveis e apropriadas para a atividade física.

Outra recomendação é ficar sempre de olho nos seus pés, pois como não há percepção de dor e incômodo, a lesão pode ser identificada logo no início e imediatamente tratada.

Os tipos de diabetes e seus cuidados

É importante informar que os cuidados para o portador da diabetes tipo I são os mesmos para aqueles que portam o tipo II da doença.

A única distinção está na possibilidade do portador do tipo I sofrer hipoglicemia, por conta do uso diário de insulina. Sendo assim, os cuidados para os pacientes de diabetes tipo I deve ser redobrado.