7 Cuidados que um paciente com diabetes precisa ter ao praticar exercícios

Quem sofre de diabetes, sabe: Conviver com a doença não é uma tarefa muito fácil. Dieta rigorosa, avaliações constantes dos níveis de insulina, aplicação da mesma… Estes são alguns dos muitos cuidados que os diabéticos devem ter diariamente, já que a diabetes trata-se de uma doença silenciosa.

Apesar de todos estes cuidados constantes, a pessoa que sofre de diabetes pode fazer tudo o que uma pessoa comum faz, como por exemplo, praticar exercícios físicos e esportes. Os diabéticos não só podem realizar estas atividades como podem competir com as pessoas que não sofrem da doença.

Os exercícios físicos são fundamentais no tratamento “não farmacológico” da diabetes, ou seja, o tratamento da enfermidade vai além de medicamentos. As atividades ajudam no ajuste do controle da glicemia, diminuindo a dose necessária de insulina e outros remédios orais, além de reduzir a massa gorda (que leva à obesidade no caso de pessoas diabéticas) e elevar a massa magra.

Todavia, os pacientes que sofrem de diabetes precisam ter alguns cuidados especiais ao praticar esportes. Cuidados estes que devem requerem atenção antes, durante e após a prática do exercício.

Neste artigo, você irá conhecer os 7 cuidados que um paciente com diabetes precisa ter ao praticar exercícios físicos. Confira.

  1. Ajuda profissional: O primeiro e primordial cuidado a ser tomado por um paciente que sofre da doença é consultar um médico endócrino. Somente com a liberação de um endocrinologista, o indivíduo poderá praticar alguma atividade.

É importante ressaltar também que, a atividade física deve ser sempre supervisionada por um educador físico, afinal, somente este profissional possui a aptidão de definir a sua intensidade, duração de tempo e modalidade de exercício; tornando a prática ainda mais segura. Inclusive, existem muitos educadores físicos especializados em alunos portadores de diabetes.

  1. De olho no tempo e frequência: Pessoas que sofrem de diabetes não devem passar horas treinando na academia. Para este público, 60 minutos de atividades físicas diárias, com frequência mínima de três dias semanais são suficientes para aprimorar os níveis de glicose no sangue do indivíduo.

No entanto, se o paciente é fã de malhação, não há limitações. Se estiver bem controlado, ele poderá praticar os exercícios durante a mesma intensidade, tempo e frequência que qualquer outra pessoa que não sofra da doença.

  1. Controle da glicemia: O principal efeito que a prática de exercícios físicos traz às pessoas diabéticas é a redução dos índices de glicemia. A glicose nada mais é do que a fonte predominante de energia na primeira meia hora de exercício. Sendo assim, a prática das atividades físicas possui a funcionalidade similar à insulina, quanto a sua utilização de glicose pela célula.

A prática de exercícios físicos incentiva a secreção de determinados hormônios, como o cortisol e o hormônio do crescimento, também conhecido como GH. Com isso, o fígado produz glicose, o que faz elevar o índice de glicemia. Em contraponto, a atividade física eleva a sensibilidade dos tecidos corporais à insulina, fazendo com que o nosso corpo metaboliza e glicose de modo mais fácil. Ou seja, o corpo atua como uma espécie de balança, uma vez que determinados procedimentos físicos subam a glicemia, outros reduzem.

É importante frisar que, se antes de dar início ao exercício, o nível de glicemia estiver maior que 250 mg/dl, a atividade física está contraindicada, pois ela poderá ocasionar em um pico glicêmico. Mas, se ela estiver em um número inferior a 150 mg/dl, os exercícios podem ser feitos tranquilamente, pois eles também auxiliarão a reduzir estes índices.

  1. Adequação da insulina: A insulina e outros medicamentos que reduzem a glicemia possuem sua ação energizada pela elevação do metabolismo que acontece durante a atividade física. Por esta razão, é recomendada que, sob orientação médica (sempre!), a dose do remédio tomada seja inferior ao do dia da concretização do exercício físico.

A pessoa diabética precisa fazer a sua monitorização da glicemia com frequência, até ela compreender como é o comportamento de seu corpo antes, durante e após o exercício físico; realizando a suplementação quando houver necessidade.

  1. Troque a esteira pela musculação: Os exercícios aeróbicos como a caminhada, são essenciais para pessoas diabéticas, no entanto, exercícios como a musculação também são bastante benéficos. Isso porque a repetição das contrações musculares incentivam componentes da membrana muscular. Isto faz com que as proteínas presentes nas células carreguem com mais facilidade a glicose para o seu interior. Além do mais, o controle do nível de açúcar no sangue faz com que haja uma redução da dependência da suplementação de insulina.
  2. Alimentação: Antes de dar início aos exercícios físicos, é importante fazer a ingestão de uma pequena quantidade de carboidrato. Uma barrinha de cereais ou uma fatia de pão integral é uma boa pedida. O carboidrato é percursos da glicose e sua liberação ocorre de forma lenta no organismo, o que impede a queda brusca da glicemia.

O consumo de carboidratos também é essencial ao final dos exercícios, para que as energias gastas possam ser repostas.

  1. Atenção com os pés: Pacientes que sofrem de diabetes possuem uma complicação denominada neuropatia, que gera uma redução da sensibilidade das extremidades, como os pés, por exemplo. Esta condição pode causar uma das complicações mais conhecidas dos pacientes diabéticos: “O pé diabético”. Nestes casos, os pacientes que sofrem da doença podem vir a se machucar e não notar (esta condição está ligada à má circulação sanguínea), podendo gerar casos graves, como a amputação.

Para evitar que este tipo de problema aconteça, é necessário fazer uso de meias e calçadas confortáveis e apropriadas para a atividade física.

Outra recomendação é ficar sempre de olho nos seus pés, pois como não há percepção de dor e incômodo, a lesão pode ser identificada logo no início e imediatamente tratada.

Os tipos de diabetes e seus cuidados

É importante informar que os cuidados para o portador da diabetes tipo I são os mesmos para aqueles que portam o tipo II da doença.

A única distinção está na possibilidade do portador do tipo I sofrer hipoglicemia, por conta do uso diário de insulina. Sendo assim, os cuidados para os pacientes de diabetes tipo I deve ser redobrado.

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